azul caixão
JUL
Sobre
a artista

Sobre a artista
Sou poeta, performer, tradutora, designer em sustentabilidades, e caminhante. Nasci no Rio, embora tenha aprendido a partir pequena e vivido muito mais tempo em outros lugares.
Os tantos anos de trânsito me fizeram absorver alguns desvarios de linguagem, um certo cansaço, muita curiosidade e ao mesmo tempo um sentimento estrangeiro agarrado ao corpo. Sentir-se deslocada todo o tempo foi uma das coisas que me instigou na investigação das fronteiras e rompimento delas. Procurei juntar os cacos através da polifonia, escrevendo em idiomas espontâneos, e realizando performances que incluem, por exemplo, a poesia, a música, a meditação, entrelaçadas. A fronteira para mim é uma violência e a falta de fronteira às vezes também – sinto o desafio de viver ou experimentar esse equilíbrio.
Publiquei notas espalhadas por revistas, murais, antologias e quatro livros: para um corpo preso no guindaste (2012); desde quando deserto (2014); azul caixão (2019) e uma ilha não é um fóssil (2025). A qualquer coisa que me dedique, a arte tem sido, para mim, uma entidade de busca, assim como o [auto]cuidado e a [auto]investigação se tornaram primícias fundamentais do reagente poético.
No mais, me preocupa falar dê e romper estigmas sociais, recuperar a ecologia das relações e da vida. E creio que toda escolha, como toda arte, também é política.
JUL [Julia Bicalho Mendes]